Tudo começou com uma “promessa” de trazer um grupo de congada caso a graça fosse alcançada, corria o ano de 1982.
O “Seu” Zé, festeiro como ele só, percebeu então o despropósito da apresentação de uma congada sem que se houvesse uma festa para abrigá-la. Nascia naquele momento o embrião do que viria a ser a maior festa da cultura mineira de todo o sul do estado.
A primeira festa nasceu pequena, mas já embutia o charme da simplicidade, do jeito acolhedor e do sabor da cultura mineira.
Naqueles tempos, a festa era realizada na Rua Califórnia, em frente à casa do Seu Zé Bagunça. O público era servido pelos quitutes típicos das festas de roça, tudo de graça: quentão, pipoca, broa de milho, pé-de-moleque, entre tantos pratos.
Hoje, o Arraiá do Zé Bagunça cresceu. É a maior festa típica de toda a região, mas não perdeu, contudo, as suas principais características: a apresentação de grupos de cultura tradicional e música típicas do estado de Minas Gerais e a finalidade filantrópica. Se no início, os quitutes eram servidos graciosamente, hoje a venda dessas delícias da culinária mineira tem sua renda revertida a 10 entidades filantrópicas da cidade, que se unem para preparar uma enorme praça de alimentação onde pode se encontrar desde o amendoim e a pipoca, típicas das festas de junho e julho, até pratos mais elaborados como o virado de frango mineiro.
As atrações são sempre voltadas à rica cultura mineira. Indo das duplas sertanejas, passando pelas quadrilhas, apresentação de danças típicas, até shows mais elaborados e de renome dentro dessa cultura.
Em 2005 e 2006, a grande atração foi Pena Branca (que fazia dupla com Xavantinho), levado ao grande público por Milton Nascimento, que se apresentou acompanhado da Orquestra de Violeiros de Uberlândia “Viola do Cerrado”. Em 2007, o ponto alto do 19º Arraiá do Zé Bagunça ficou com Renato Teixeira, que lotou a Praça, no último dia de festa.